terça-feira, 30 de junho de 2026

Três artigos sobre mercado imobiliário feitos com 3 IAs diferentes

  Três artigos sobre mercado imobiliário feitos com 3 IAs diferentes



Nos últimos 20 anos, escrevi artigos, analises e até mesmo livros.

Que poucos tiveram disposição de ler. Coisa de brasileiro.

Bem, pela primeira vez resolvi produzir um artigo sobre mercado imobiliário usando três IAS diferentes: O chatGPT, o meta.AI e o Gemini.

Dei o mesmo prompt para todos, e os três artigos de duas pagina , podem ser lidos no link ai na tela:    Enterbrazil.com/tresias

Gostei do resultado. O tema é algo que me inquieta bastante: que é quantidade gigante de imóveis comerciais fechados ou abandonados nas grandes cidades brasileiras.

Acredito que a baixa demanda por aluguel ou renda, acabará por forçar uma redução fortíssima nos preços ofertados pelo mercado. Afinal de contas, todos sabemos como é difícil empreender em qualquer segmento no Brasil.

Eh seu Sebastião, aquela sua loja lá no centro deve valer literalmente a metade do que tem em mente e passe em pensar em 30% ou 40% de redução naquela rendinha de aluguel.

Os artigos também tratam do altíssimo índice de endividamento e inadimplência dos brasileiros e como o comércio digital, vem cada dia mais tomando lugar do comércio presencial.

E também sobre o retorno de alugueis comerciais frente a outras modalidades de investimento como CDBs e fundos imobiliários.

Diga ai pra mim, quais dos três artigos ficou melhor?

Marcelo Sicoli

Corretor de imóveis no DF e Goiás. 
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No final da página , ESTÃO OS PROMPTS USADOS PARA GERAR OS TRêS TEXTOS E AS TRÊS IMAGENS ILUSTRATIVAS.

https://chatgpt.com

Segue um artigo com foco analítico e tom econômico, com cerca de duas páginas A4, incorporando dados, estatísticas e uma conclusão pessimista sobre o futuro dos imóveis comerciais no Brasil.


A Crise dos Imóveis Comerciais no Brasil: Vacância, Inadimplência e o Declínio do Comércio Físico

O mercado de imóveis comerciais no Brasil atravessa uma das fases mais desafiadoras de sua história recente. Grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre convivem com elevados índices de vacância em lojas de rua, salas comerciais, centros empresariais e até shopping centers. O fenômeno não pode ser analisado isoladamente. Ele está diretamente ligado à deterioração da capacidade financeira das famílias brasileiras, ao aumento da falência de empresas e à transformação estrutural do consumo, impulsionada pelo crescimento acelerado do comércio eletrônico.

Nos últimos anos, a vacância de imóveis comerciais em regiões premium cresceu de forma expressiva. Em áreas corporativas de São Paulo, por exemplo, a vacância em determinados segmentos chegou a superar 20% em alguns períodos recentes. Em centros comerciais tradicionais, a realidade é ainda mais severa: lojas fechadas, placas de aluguel acumuladas e redução no fluxo de consumidores tornaram-se elementos cada vez mais comuns da paisagem urbana.

Um dos fatores centrais dessa crise é a fragilidade financeira do consumidor brasileiro. Entretanto, é importante diferenciar dois conceitos frequentemente confundidos: endividamento e inadimplência.

Estar endividado significa possuir compromissos financeiros, como financiamentos, parcelamentos, empréstimos ou uso recorrente do cartão de crédito. Endividamento, por si só, não representa necessariamente um problema, desde que a renda permita honrar esses compromissos.

Já a inadimplência ocorre quando o consumidor deixa de pagar suas obrigações dentro do prazo acordado. Ou seja, todo inadimplente está endividado, mas nem todo endividado está inadimplente.

No Brasil, ambos os indicadores atingiram níveis preocupantes. Segundo pesquisas recentes da Confederação Nacional do Comércio, cerca de 78% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida. Isso significa que aproximadamente 8 em cada 10 famílias vivem comprometidas com obrigações financeiras. Mais preocupante ainda é que cerca de 29% dessas famílias possuem contas em atraso, enquanto aproximadamente 12% afirmam não ter condições de quitar suas dívidas.

Os números de inadimplência também impressionam. Dados da Serasa apontam que mais de 73 milhões de brasileiros encerraram 2025 com alguma restrição de crédito. Isso representa mais de um terço da população adulta economicamente ativa.

Esse cenário afeta diretamente o comércio. Consumidores altamente endividados ou inadimplentes reduzem gastos, especialmente em bens não essenciais. O impacto é imediato no comércio tradicional de rua, em galerias comerciais e shopping centers, que passam a enfrentar redução de fluxo, queda no ticket médio e retração nas vendas.

O reflexo sobre as empresas é devastador. Pequenos e médios negócios, que já operam com margens apertadas, tornam-se especialmente vulneráveis diante da combinação entre juros elevados, menor consumo e custos fixos crescentes, como aluguel, folha salarial e despesas operacionais.

Os números de falências empresariais reforçam esse quadro. Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou crescimento consistente nos pedidos de recuperação judicial e falência.

  • 2021: cerca de 900 falências decretadas
  • 2022: aproximadamente 1.000 falências
  • 2023: cerca de 1.400 falências
  • 2024: acima de 2.200 falências
  • 2025: projeções indicam manutenção em patamar elevado, acima de 2.000 casos

Esse crescimento reflete o enfraquecimento do ambiente empresarial brasileiro, especialmente em setores ligados ao varejo físico e serviços presenciais.

Enquanto isso, o comportamento do consumidor mudou de forma estrutural. O e-commerce deixou de ser complementar e passou a ser central no varejo brasileiro. Plataformas digitais ganharam participação rapidamente, impulsionadas por conveniência, maior variedade de produtos, preços competitivos e facilidade de comparação.

Nos últimos cinco anos, o comércio eletrônico no Brasil cresceu de forma expressiva. O faturamento anual do setor ultrapassou R$ 200 bilhões em 2025, praticamente dobrando em relação aos níveis pré-pandemia. Atualmente, milhões de brasileiros preferem realizar compras pelo celular em vez de visitar lojas físicas.

Essa mudança afeta profundamente os imóveis comerciais. Shopping centers, antes considerados ativos extremamente seguros, passaram a enfrentar novos desafios. Embora ainda mantenham relevância em segmentos específicos como lazer, gastronomia e serviços, seu papel como principal canal de compras vem enfraquecendo gradualmente.

Centros comerciais tradicionais também sofrem. Regiões antes valorizadas pelo alto fluxo de pedestres registram redução na circulação e maior dificuldade para reposição de inquilinos. Proprietários enfrentam meses — ou até anos — de vacância, sem geração de receita.

O problema se agrava quando analisamos a conta financeira do investimento em imóveis comerciais. Historicamente, comprar uma sala comercial ou loja para locação era visto como uma das formas mais seguras de investimento no Brasil. Essa lógica, porém, está sendo cada vez mais questionada.

Em muitos casos, o retorno bruto com aluguel comercial gira entre 0,4% e 0,7% ao mês, antes de considerar vacância, impostos, condomínio, manutenção e risco de inadimplência do locatário. Quando esses custos são incorporados, o retorno líquido frequentemente torna-se pouco atrativo.

A comparação com outras modalidades de investimento é desfavorável para o imóvel comercial.

O CDB de bancos médios frequentemente oferecem rentabilidade próxima de 100% a 115% do CDI, com liquidez e risco operacional significativamente menores. Fundos de renda fixa entregam retornos consistentes sem custos de manutenção física. Até a tradicional Poupança, embora menos rentável, oferece liquidez imediata e ausência de dor de cabeça operacional.

Além disso, os Fundos Imobiliários surgiram como alternativa mais eficiente para investidores que desejam exposição ao mercado imobiliário sem necessidade de administrar ativos físicos. Muitos FIIs distribuem rendimentos mensais com maior diversificação e liquidez.

Diante desse cenário, a tendência econômica aponta para uma inevitável reprecificação dos imóveis comerciais no Brasil. O mercado ainda carrega, em muitos casos, valores de venda e aluguel ancorados em uma realidade passada — de maior demanda por espaços físicos e maior previsibilidade no varejo tradicional.

Essa realidade mudou. A combinação entre alta vacância, crescimento da inadimplência, elevado endividamento das famílias, falência crescente de empresas e avanço irreversível do comércio digital sugere que o mercado de imóveis comerciais pode enfrentar uma correção severa nos próximos anos.

A consequência mais provável é clara: preços de venda precisarão cair, e aluguéis terão de ser reduzidos de forma significativa para se ajustarem à nova realidade econômica.

A perspectiva para o futuro é sombria. Muitos imóveis comerciais hoje simplesmente não geram retorno compatível com o capital investido. Em diversos casos, tornam-se ativos ilíquidos, caros de manter e cada vez mais difíceis de monetizar.

O que durante décadas foi considerado sinônimo de segurança patrimonial pode estar se transformando em uma armadilha financeira. Se as tendências atuais persistirem, o Brasil poderá assistir a um longo ciclo de desvalorização dos imóveis comerciais, marcado por vacância estrutural, baixa liquidez e rentabilidade inferior a investimentos financeiros conservadores.

O cenário é duro: menos empresas ocupando espaços, menos consumidores circulando nas ruas e mais capital migrando para alternativas financeiras mais eficientes. Para o mercado imobiliário comercial brasileiro, o futuro parece não apenas desafiador — mas profundamente desanimador.

https://www.meta.ai

**A rua vazia: por que o imóvel comercial brasileiro entrou em coma**

Nas grandes capitais, a vitrine apagada virou paisagem. Não é impressão. São Paulo, que terminou 2024 com 20,9% de vacância nos prédios corporativos de alto padrão, viu o índice cair para 15,9% em dezembro de 2025 graças à falta de entregas novas – apenas 130 mil m², 46% abaixo do previsto. O Rio, que amargou 31% de vacância em 2024, ainda patina em 25,6% em 2025, mesmo com absorção de 82 mil m².

O número esconde a ferida. A melhora está concentrada nos AAA da Faria Lima (vacância de 5,8%) e Leblon/Ipanema (10%). Fora disso, a realidade é outra: Chucri Zaidan com 21,2%, Chácara Santo Antônio com 48,4%, centro histórico do Rio com até 65% de salas vazias. Imóveis B e C têm absorção negativa – mais devoluções que locações. Nove edifícios paulistanos foram convertidos em 2025 para residencial, hotel, self-storage ou hospital. O escritório deixou de representar metade dos investimentos imobiliários e hoje responde por só 17%.

## Endividado não é inadimplente – e o Brasil está nos dois

Parte do problema está no bolso do consumidor, mas é preciso separar os conceitos.

- **Endividado** é quem tem parcelas a vencer, carnê, cartão, financiamento. Pode estar em dia.

- **Inadimplente** é quem deixou de pagar. A partir de 15 a 30 dias, entra no SPC/Serasa, perde score e acesso a crédito.

Em dezembro de 2025, mais de 81 milhões de brasileiros estavam endividados, segundo a Serasa, quase 49,77% da população economicamente ativa. A Peic da CNC mostra o retrato das famílias: 78,8% com dívidas em agosto de 2025, o maior nível desde novembro de 2022. Já a inadimplência bateu 30,4% das famílias no mesmo mês, recorde em 15 anos de série histórica, e 12,8% declararam não ter condições de quitar os atrasados.

Ou seja: três em cada quatro lares carregam dívida, e quase um em cada três já furou o pagamento. O crédito ficou mais caro e mais curto – o prazo médio das dívidas caiu para 3 a 6 meses, aumentando a pressão mensal. O cartão de crédito, usado por 84,5% dos endividados, virou válvula de sobrevivência.

## Empresas quebrando em série

O consumidor sem fôlego derruba o lojista. Os números da Serasa Experian dos últimos cinco anos mostram a escalada:

De 2021 para 2024, as recuperações judiciais mais que dobraram. Em 2025, mesmo com nova metodologia, o volume segue recorde desde 2016. Serviços e comércio puxam a fila – juntos somaram 1.503 dos 2.273 pedidos de 2024. São exatamente os ocupantes de salas comerciais, lojas de rua e galerias.

## Varejo físico perde, online avança

Com renda comprometida – 29,3% em média, menor patamar desde 2019 mas ainda alto – o brasileiro cortou a ida ao centro.

O IBGE registrou queda de 0,4% nas vendas do varejo em dezembro de 2025. No ano, o crescimento foi de apenas 1,6%, bem abaixo dos 4,1% de 2024. O varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, praticamente estagnou em 0,1%.

Enquanto isso, o e-commerce faturou R$ 204,3 bilhões em 2024 e deve chegar a R$ 234,9 bilhões em 2025, alta de quase 15%, segundo a ABComm. Três milhões de novos compradores entraram no digital só em 2025.

O efeito é direto: menos gente no shopping, mais lojas fechando às 18h, shoppings transformando pisos em coworking ou clínicas. O trabalho híbrido consolidado após a pandemia esvaziou o fluxo de almoço, e o consumidor endividado prefere parcelar no app a encarar estacionamento caro.

## A conta que não fecha para o dono do ponto

A conclusão é matemática e cruel. O Índice FipeZAP de locação comercial mostra rental yield médio de 6,74% ao ano em fevereiro de 2025, com São Paulo em 6,78% e Rio em 6,34%. Em abril, subiu levemente para 6,84%.

Compare com a renda fixa em 2025, com Selic em torno de 15%:

- CDB a 105% do CDI rende cerca de 12,6% bruto ao ano, aproximadamente 10,7% líquido após IR.

- Poupança rende só 70% da Selic, ficando sistematicamente abaixo de CDB e Tesouro.

- Fundos imobiliários de tijolo pagam dividend yield entre 8% e 12% ao ano, sem IR para pessoa física e com liquidez diária.

O imóvel comercial ainda cobra IPTU, condomínio, corretagem, vacância média de meses e risco de inadimplência do inquilino – que, lembremos, está em máxima histórica. Descontados custos, o yield líquido real cai para 3% a 4%, metade de um CDB conservador e um terço do que o mesmo capital renderia num fundo imobiliário diversificado.

Pior: o preço pedido do m² para locação subiu de R$ 84 para R$ 104 em São Paulo entre 2019 e 2024, enquanto a vacância em áreas secundárias continua acima de 20%. O proprietário mantém o valor na placa, mas negocia meses de carência, reforma e descontos – na prática, o aluguel efetivo despenca.

## Conclusão: um futuro triste para a laje

O Brasil urbano está preso num ciclo vicioso. Famílias com 78,8% de endividamento e 30,4% de inadimplência não consomem no varejo físico. Empresas, sufocadas por juros altos, pedem recuperação judicial em volumes recordes – 2.466 CNPJs só em 2025. O comércio de rua perde faturamento, fecha portas, e deixa mais metros quadrados vazios.

O e-commerce, que cresce 15% ao ano, não precisa de vitrine na Paulista. Precisa de galpão logístico, e esse sim tem vacância de 7,8% em São Paulo.

Para o investidor, manter um ponto comercial esperando “a volta do movimento” virou aposta irracional. Enquanto CDBs pagam dois dígitos líquidos e FIIs entregam 10% isentos, a laje comercial entrega 6,7% bruto, com risco de ficar vazia por um ano e ainda exigir reforma para o próximo inquilino.

A conta só fecha com uma correção dolorosa: preços de venda e aluguéis precisam cair 30% a 40% para competir com a renda fixa. Sem isso, o centro continuará com tapumes, o dono continuará pagando condomínio de loja fechada, e o Brasil continuará trocando a calçada pelo carrinho de compras no celular. Não há sinal de reversão no horizonte – apenas mais placas de “aluga-se” iluminadas à noite, para ninguém ver.

https://gemini.google.com

Aqui está o artigo estruturado detalhadamente para cobrir a extensão e a densidade solicitadas, mantendo o foco exclusivo no cenário brasileiro e na derrocada do mercado imobiliário comercial.

A Crise Silenciosa dos Tijolos: Como a Inadimplência, a Falência de Empresas e o E-commerce Decretaram o Fim da Era de Ouro dos Imóveis Comerciais no Brasil

Introdução: O Cenário de Abandono nas Grandes Cidades

Quem caminha hoje pelas principais capitais brasileiras — como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte — depara-se com uma paisagem urbana marcada por placas de "Aluga-se" e "Vende-se" que parecem eternas. A vacância de imóveis comerciais nas grandes cidades atingiu patamares alarmantes nos últimos anos. Lojas de rua com portas de aço permanentemente abaixadas, andares corporativos inteiros vazios e corredores silenciosos em centros comerciais não são mais reflexos temporários de uma crise passageira, mas sim o sintoma de uma mudança estrutural profunda na economia do país. Esse esvaziamento massivo dos espaços físicos está diretamente conectado a uma complexa engrenagem econômica que envolve a asfixia financeira das empresas, a erosão do poder de compra das famílias e uma transformação irreversível nos hábitos de consumo do brasileiro.

A Anatomia da Crise Financeira: Inadimplência versus Endividamento

Para compreender a raiz da vacância comercial, é fundamental dissecar a realidade financeira da população. No debate econômico, frequentemente confundem-se dois conceitos que operam em estágios distintos, embora igualmente nocivos: o endividamento e a inadimplência.

Estar endividado significa que o consumidor possui compromissos financeiros futuros a vencer — como parcelas do cartão de crédito, financiamentos de veículos, empréstimos consignados ou carnês de lojas. O endividamento, por si só, faz parte da dinâmica de crédito de qualquer economia moderna. A inadimplência, por outro lado, ocorre quando esse consumidor deixa de pagar essas obrigações na data do vencimento, tornando-se formalmente um mau pagador.

A realidade brasileira em 2026 expõe uma fratura exposta nesses dois indicadores. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), apontam que o Brasil atingiu o recorde histórico de 80,9% de famílias endividadas. Desse contingente avassalador, a restrição orçamentária transbordou diretamente para o calote institucionalizado: o Mapa da Inadimplência da Serasa Experian revela que o país ultrapassou a marca de 81,7 milhões de brasileiros inadimplentes. Isso significa que quase metade da população adulta do país está com o nome negativado, sem capacidade de contrair novos créditos e com a renda inteiramente comprometida em tentar gerenciar o passivo do passado.

O Efeito Dominó: Consumo Asfixiado e o Fim do Comércio de Rua

Esse altíssimo índice de endividamento e a consequente inadimplência geram um efeito cascata devastador no comércio tradicional de rua. Com o orçamento doméstico pressionado pela inflação de serviços, juros elevados na linha de crédito e parcelas atrasadas, o trabalhador brasileiro foi obrigado a cortar drasticamente o consumo supérfluo e a reduzir até mesmo as compras de bens semiduráveis (como vestuário, calçados e eletrodomésticos).

O varejo físico de rua, historicamente o termômetro da vitalidade econômica das cidades, passou a registrar quedas consecutivas no volume de vendas. O fluxo de pedestres nos centros urbanos já não se traduz em faturamento. Sem margem de lucro e enfrentando custos fixos altíssimos — como taxas de condomínio comercial, IPTU e energia elétrica —, os lojistas tradicionais perderam a capacidade de manutenção de seus pontos físicos. O resultado direto é a devolução massiva de chaves e o aumento exponencial da vacância imobiliária.

A Linha de Frente do Colapso: A Falência de Empresas nos Últimos Cinco Anos

O reflexo dessa asfixia do consumo na saúde das pessoas jurídicas é comprovado por estatísticas alarmantes de insolvência. O ambiente de negócios no Brasil tornou-se um campo de sobrevivência extrema nos últimos cinco anos (2021 a 2025). O encerramento do ano de 2025 consolidou um recorde histórico negativo: as empresas brasileiras acumularam mais de R$ 213 bilhões em dívidas, levando a inadimplência corporativa ao maior patamar já registrado pela Serasa Experian, com cerca de 8,5 milhões de micro e pequenas empresas negativadas.

Ao analisar o comportamento de falências e recuperações judiciais no acumulado dos últimos cinco anos, o desenho da crise fica evidente:

  • 2021-2022: Período de tentativa de reabertura e repique inflacionário, onde muitas empresas esgotaram os auxílios emergenciais e começaram a acumular passivos tributários e trabalhistas.
  • 2023: Explosão nos pedidos de recuperação judicial, superando a marca de 1,4 mil solicitações, impulsionada pela alta persistente da taxa Selic, que encareceu o crédito de rolagem.
  • 2024: Consolidação do estresse financeiro das grandes redes varejistas, com pedidos de falência e recuperação judicial disparando mais de 60% em relação aos anos anteriores.
  • 2025: O ápice da crise estrutural. De acordo com o Indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Serasa Experian, o ano de 2025 fechou com o recorde histórico de 2.466 empresas envolvidas em processos de recuperação judicial, o maior nível de toda a série histórica. Embora os pedidos formais de falência tenham apresentado oscilações (com cerca de 698 CNPJs em sofrimento terminal direto em 2025), o fechamento definitivo de portas e a desidratação das redes comerciais foram massivos — estima-se que apenas no primeiro quadrimestre daquele ano quase 100 mil empresas de diversos portes encerraram suas atividades no país, liberando milhões de metros quadrados de áreas comerciais para o ostracismo.

A Revolução Digital e o Abandono dos Shoppings Centers

Se a macroeconomia retirou o dinheiro do bolso do consumidor, a tecnologia mudou permanentemente o destino do pouco recurso que restou. O crescimento do comércio eletrônico (e-commerce) no Brasil deixou de ser uma tendência para se tornar o modelo dominante de consumo. Plataformas nacionais e conglomerados internacionais de varejo digital oferecem fretes cada vez mais rápidos, preços competitivos e a comodidade de comprar sem sair de casa.

Diante disso, o comportamento social mudou. Centros comerciais, lojas de departamentos e até mesmo os outrora intocáveis shopping centers perderam o apelo de público. As pessoas estão deixando progressivamente de frequentar esses espaços para fins de compras físicas. Os shoppings, que antes cobravam luvas altíssimas e aluguéis indexados por índices inflacionários agressivos (como o IGP-M), hoje enfrentam vacâncias de dois dígitos em suas dependências. Grandes marcas migraram suas operações para dark stores (galpões logísticos fechados e afastados dos centros urbanos) ou reduziram suas filiais a meros "showrooms" de exposição, necessitando de frações mínimas do espaço que ocupavam no passado.

Conclusão: O Declínio Inevitável e o Futuro Sombrio dos Imóveis Comerciais

O veredito para o mercado de imóveis comerciais no Brasil é severo e profundamente desanimador. Diante de um cenário em que o consumo físico definha e as empresas quebram em ritmo recorde, a manutenção dos preços atuais de venda e locação de salas, lajes corporativas e lojas tornou-se uma completa ilusão matemática. A realidade econômica dita que os preços desses ativos deverão sofrer uma redução drástica e permanente para evitar o abandono total.

Para o investidor, o cenário é de terra arrasada. A tradicional tese de "viver de renda de aluguel comercial" perdeu totalmente o sentido quando confrontada com o custo de oportunidade de outras modalidades de investimento no Brasil. Em um país que convive estruturalmente com taxas de juros reais elevadas, aplicar o capital em títulos de renda fixa, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), oferece retornos de dois dígitos ao ano, com liquidez imediata e risco infinitamente menor. Até mesmo a caderneta de poupança, em períodos de juros altos, ou os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) — que diluem o risco de vacância entre dezenas de ativos e distribuem dividendos isentos de imposto de renda —, humilham a rentabilidade de um imóvel comercial físico.

Enquanto um imóvel comercial próprio exige o pagamento de custos fixos brutais durante a vacância (IPTU, condomínio, manutenção e segurança), além de carregar o risco real da inadimplência do inquilino, as aplicações financeiras rendem diariamente sem gerar dores de cabeça burocráticas. A conta simplesmente não fecha.

O futuro das propriedades comerciais urbanas no Brasil desenha-se sombrio e melancólico. O que antes representava o ápice do patrimônio e da solidez financeira transformou-se em um fardo de concreto. Sem inquilinos com saúde financeira para pagar os aluguéis, e sem compradores dispostos a arcar com estruturas obsoletas, os proprietários assistirão à deterioração progressiva de seus patrimônios. As grandes avenidas comerciais e os imponentes edifícios de escritórios das metrópoles brasileiras caminham a passos largos para se tornarem monumentos cinzentos de uma era de prosperidade física que não voltará jamais.

Para entender melhor as razões estruturais e comportamentais por trás dessa derrocada financeira das famílias, vale a pena assistir ao vídeo 81,7 milhões de brasileiros estão inadimplentes em 2026, afirma Serasa. Este conteúdo detalha os dados do mutirão nacional da Serasa e traz depoimentos e análises de especialistas que explicam o impacto do superendividamento na atividade econômica e no comércio do país.

Marcelo Sicoli
Corretor de imóveis (CRECI-DF 20576 CRECI-GO 36367) tem diversos artigos publicados sobre consultoria internacional, mercado imobiliário e gestão de condomínios (http://enterbrazilconsult.blogspot.com). Conselheiro do CRECI-DF( (2019-2024)  Foi síndico de grande prédio comercial na área da saúde em Brasília-DF (2012- 2020). Entre 2017 e 2020 recebeu prêmios nacionais e internacionais(incluindo Londres e Chicago) e teve destaque em importantes publicações de administração predial, gestão condominial e arquitetura. Varias análises imobiliárias em seu canal no youtube.com/marcelosicoli  Tem o título CIPS – Certified International Property Specialist (Especialista em Negócios Imobiliários Internacionais) concedido pela NAR- National Association of Reltors (EUA). Bacharel em Relações Internacionais pela UnB com MBA em Marketing pela FGV. Consultor de governos estrangeiros, instituições públicas brasileiras, associações setoriais e empresas internacionais e nacionais. (www.enterbrazil.com). Foi campeão mundial de fórum estudantil de negociações internacionais organizado por Harvard (EUA) em Bruxelas-Bélgica em 1998.

Para mais detalhes técnicos solicite.

Marcelo Sicoli

(CRECI-DF 20576/CRECI-GO 36367)

(61)98162-8891

contact@enterbrazil.com

I CAN ASSIST YOU IN ENGLISH

Prompt de texto

Escreva um artigo do tamanho de duas paginas A4. Foque somente no Brasil. Quero que fale da grande vacância de imóveis comerciais nas grandes cidades brasileiras. Associando com variáveis  econômicas do alto índice de inadimplência dos brasileiros. Falar de inadimplência e estar endividando que são conceitos diferentes. Inadimplencia x dividas. Apresentar dados e números sobre a falência de empresas no Brasil nos últimos cinco anos somente.  Conectar o alto indice de endividamento dos consumidores brasileiros e como isso reflete em vendas menores no comércio tradicional de rua.

Falar sobre como as compras online tem crescido e como as pessoas tem deixado aos poucos de ir a shopping center, lojas tradicionais ou centro comerciais.

A conclusão do artigo deve mirar no fato que o preço de venda e de alugueis dos imóveis devem ser consideravelmente reduzidos, tendo em vista a comparação de uma compra de imóvel para aluguel frente a outras modalidades de investimento como CDB, poupança e fundos imobiliários.

Coloque números e estatísticas. A conclusão deve ser bem triste e desanimadora para o futuro dos imóveis comerciais no Brasil.

Prompt de imagem

Faça uma imagem horizontal representando lojas/estabelecimentos comerciais fechadas e com pichações em sua fachadas. Mostrar placas aleatórias com tamanhos e cores diferentes nas portas das lojas/estabelecimentos com os dizeres: “Vendo”,   “alugo” ou “vendo/alugo”.

Mostrar uma família com quatro pessoas (um homem adulto, uma mulher adulta e duas crianças sendo um menino e uma menina) com caras assustadas ao observar aquilo. 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

CARTA ABERTA AOS CORRETORES DE IMÓVEIS DO DISTRITO FEDERAL

 20/05/2025

CARTA ABERTA AOS CORRETORES DE IMÓVEIS DO DISTRITO FEDERAL 

📍 Brasília nasceu da democracia. O CRECI-DF também deve ser guiado por ela.

A criação de Brasília foi mais que a construção de uma capital, foi a realização de um sonho democrático.  Uma cidade planejada para representar o Brasil do futuro, moderno e participativo.

Durante a ditadura, Brasília resistiu.

Aqui nasceram movimentos que lutaram pela liberdade e pela autonomia do DF. Hoje, enfrentamos uma nova ameaça: a intervenção no CRECI-DF, imposta pelo COFECI, que nos retira o direito ao voto direto.

 São mais de 30 mil corretores impedidos de escolher seus representantes.

Um retrocesso sem prazo para acabar. O corretor é peça-chave no desenvolvimento do DF. Conectamos lares, investimentos, progresso. Nosso trabalho é essencial. E nossa representação deve ser democrática, transparente e legítima. Assim como lutamos pelo direito ao voto no passado, lutamos agora pelo nosso Conselho!

 Pelo fim da intervenção! 

 Pelo respeito à vontade dos corretores! 

 Pelo voto direto no CRECI-DF!

 Brasília nasceu livre. E livre deve continuar!

 Frederico Mancuso Attié  Corretor de Imóveis – CRECI 5.516/DF 

Presidente da Câmara de Valores Imobiliários do DF.

https://www.instagram.com/attiefrederico/

 

Abaixo entrevista com o Presidente da Câmara de Valores Imobiliários do DF e Corretor de Imóveis, Frederico Attié, no programa Rota Atividade, da Rádio Atividade FM 107,1 em 23/05/2025 às 6h30 da manhã,. Apresentado pelo renomado jornalista Sandro Gianelli e o estimado coronel Moreno. Sintonize 107,1 FM   💻 Ouça também ao vivo:   👉 www.radioatividade.com.br/ao-vivo

 

PARTE 1

https://www.instagram.com/reel/DJ_x9XINl_U/?igsh=cXJqdWh1NW1uNHJr

 

PARTE 2

https://www.instagram.com/reel/DJ_yQW1N8lo/?igsh=ODh3a2tyM2xyN2x3

sexta-feira, 21 de março de 2025

Ítalo-brasileiros, irão a guerra por seu país?

Ítalo-brasileiro(a) você lutará pela Itália na próxima guerra? Reportagem recente de tradicional TV pública Italiana (RAI) questiona a grande quantidade de brasileiros, com parentesco distante como trisavós ou tataravós que vieram da Itália séculos atrás pleiteando por cidadania. Ainda é legal, mas é moral? Alguns que nem culturalmente, nem sentimentalmente se identificam com aquela nação. Meu avô paterno era italiano, da Calábria. 

Meu processo de cidadania se deu na década de 90, quando praticamente ninguém se interessava pelo tema. Muitos ítalo-brasileiros pensam no bônus : entrar em diversos países sem visto, acesso facilitado e direito de permanência na União Europeia, direito a voto etc. Orgulhosamente postam nas mídias sociais seu primeiro passaporte como um grande troféu; esta é a primeira postagem/foto que faço sobre o tema, devo ressaltar. Mas e o ônus? Formado na melhor universidade do Brasil em relações internacionais (UnB-Universidade de Brasília) e constante estudioso de geopolítica, tenho perguntado para o homem no espelho e lanço a pergunta a todos jovens  Ítalo-brasileiros e ítalo-brasileiras em idade militar, digamos 18 a 45 anos, você servirá as forças armadas italianas em caso de guerra? E se for convocado, cumprirá seu dever cívico?  Por ser um país pequeno, nos recentes conflitos/guerras em que Israel se envolveu, reservistas ou voluntários de todo o planeta voltaram para servir o país. 

Ítalo-brasileiro(a) você lutará pela Itália na próxima guerra? Reportagem recente de tradicional TV pública Italiana (RAI) questiona a grande quantidade de brasileiros, com parentesco distante como trisavós ou tataravós que vieram da Itália séculos atrás pleiteando por cidadania. Ainda é legal, mas é moral? Alguns que nem culturalmente, nem sentimentalmente se identificam com aquela nação. Meu avô paterno era italiano, da Calábria. 

Meu processo de cidadania se deu na década de 90, quando praticamente ninguém se interessava pelo tema. Muitos ítalo-brasileiros pensam no bônus : entrar em diversos países sem visto, acesso facilitado e direito de permanência na União Europeia, direito a voto etc. Orgulhosamente postam nas mídias sociais seu primeiro passaporte como um grande troféu; esta é a primeira postagem/foto que faço sobre o tema, devo ressaltar. Mas e o ônus? Formado na melhor universidade do Brasil em relações internacionais (UnB-Universidade de Brasília)


 e constante estudioso de geopolítica, tenho perguntado para o homem no espelho e lanço a pergunta a todos jovens  Ítalo-brasileiros e ítalo-brasileiras em idade militar, digamos 18 a 45 anos, você servirá as forças armadas italianas em caso de guerra? E se for convocado, cumprirá seu dever cívico?  Por ser um país pequeno, nos recentes conflitos/guerras em que Israel se envolveu, reservistas ou voluntários de todo o planeta voltaram para servir o país. 

A Itália é país membro da OTAN desde 1949. Diariamente, a mídia internacional toca tambores de guerra e solta rumores de conflito eminente e generalizado no continente europeu e que pode se espalhar pelo mundo. Eai ítalo-brasileiro(a), está dentro ou fora?




* Marcelo Sicoli, conselheiro do CRECI-DF(2019-2024), bacharel em relações internacionais pela UnB, gestor predial com diversos prêmios no Brasil e exterior (incluindo Londres e Chicago). Corretor de imóveis no DF e em Goiás. Tem o título CIPS – 
Certified International Property Specialist (Especialista em Negócios Internacionais) e filiado a NAR (National Association of Realtors – EUA)             
 
E-mail: marcelosicoli@hotmail.com 
 
Instagram: @marcelosicoli                                                                youtube.com/marcelosicoli  

           

sexta-feira, 14 de março de 2025

Esclarecimentos sobre a atual gestão do CRECI-DF

  


Fui Presidente do SINDIMÓVEIS-DF, por nove anos (2009-2018), passando o cargo para outro profissional por seis anos (2019-2024) para assumir a Presidência do glorioso Conselho Regional da 8ª Região no período de 01 de janeiro de 2019 até 31 de dezembro de 2024.

Diante de tantas indagações e questionamentos sobre o que está ocorrendo no CRECI-DF em 2025, sinto-me na obrigação de fazer uma síntese do que aconteceu e do que está acontecendo.

Em 2018, fui eleito para presidir o CRECI-DF. Desde o início, deixei claro que ficaria apenas dois mandatos. Encontrei um Conselho sucateado, servidores desmotivados, totalmente inoperantes – um verdadeiro caos. Trabalhando cerca de 12 horas diárias, conseguimos, em pouco tempo, colocar a casa em ordem. Implementamos sistemas informatizados, elevamos a moral dos servidores e tornamos o caixa superavitário.

Em 2021, fui reeleito para um novo mandato até 31 de dezembro de 2024. No dia 2 de abril de 2021, atendendo a convites, licenciei-me, por seis meses, para um cargo eletivo partidário; concorri ao cargo de deputado distrital. Durante esse período, a Diretoria que eu havia indicado, aproveitando-se dos mais de R$ 6 milhões em caixa acumulados nos anos anteriores, começou a agir de forma oportunista e usurpou as competências do Presidente em exercício.

 Passaram a cobrar taxas em duplicidade dos novos Corretores, articularam planos para  trair o Presidente, lançaram acusações infundadas e levianas, formaram uma chapa e gastaram recursos públicos para campanhas de autopromoção em revistas e criação de canal de  na TV com o nome de determinados diretor.

Em junho 2024, a Justiça Federal, em uma decisão equivocada, determinou a repetição das eleições de 2021 no CRECI do Distrito Federal. No mesmo mês por coincidência todos os outros estados brasileiros, realizaram eleições para o triênio em curso (2025-2028).  Como já estava no final do mandato e em desacordo com a situação que se formou, renunciei ao direito de participar.

A chapa que concorreu com a chapa da situação (meu antigo grupo), acabou por se sagrar vitoriosa no pleito de 2021(realizado em junho 2024-repito para ficar mais didático). Como era de se esperar, o COFECI (Conselho Federal) deveria ter nomeado um interventor em agosto de 2024, o que não ocorreu. Assim, o CRECI-DF passou a ser dirigido por uma Diretoria perdedora, tornando a gestão ilegal até o final de 2024.

Após este imbróglio, o COFECI nomeou, a partir de 2 de janeiro de 2025, uma Junta Governativa – e não uma interventora, que está funcionando precariamente, com três dos principais cargos sendo exercidos por corretores de imóveis de outros estados. Aqueles que desmantelaram a organização, conquistada com muito esforço, continuam agindo como se nada tivesse acontecido, gerando constantes reclamações.

Respondendo às perguntas: sim, a Junta é composta por pessoas de fora de Brasília, que desconhecem o mercado imobiliário da capital e seus costumes locais.

De acordo com uma vasta literatura pertinente, a intervenção é uma medida adotada para intervir em uma situação problemática, visando promover mudanças, corrigir conflitos ou melhorar determinado cenário. No entanto, esse não é o caso do CRECI-DF. A convocação dessa Junta ocorreu simplesmente porque o COFECI ainda não organizou novas eleições, mesmo já tendo quatro chapas formadas desde 2024, inclusive uma da Diretoria anterior, ávida pelo poder.

Uma Junta Governativa é um órgão temporário formado por um grupo de pessoas, geralmente políticos ou especialistas em determinada área, que assumem o controle de um governo ou instituição em situações de crise ou transição. Ela se aplica quando os mandatos vencem e as eleições não ocorrem dentro dos prazos estatutários. Mas até quando essa Junta permanecerá? Ela deveria ter um prazo determinado, conforme previsto na legislação, questionam os Corretores de Imóveis de Brasília.

A intervenção só pode ocorrer nos casos e limites estabelecidos pela Constituição Federal: quando houver cooperação contra o Poder Judiciário para garantir seu livre exercício; quando houver desobediência a ordem ou decisão judicial; ou quando houver representação do Procurador-Geral da República. Como se pode observar, a nomenclatura “intervenção”, está sendo utilizada de forma equivocada e não condiz com a realidade.

Em resumo, a intervenção é uma medida para solucionar um problema específico e promover melhorias, o que não se aplica ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal.

Quando alguém se propõe a presidir uma autarquia, é essencial ter expertise em governança, administração e gestão pública. É preciso demonstrar, de imediato, a que veio. Deixar uma entidade federal nas mãos de colaboradores e funcionários, muitos com desvios de conduta já comprovados, é um desrespeito à instituição.

“O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos.” (Provérbios 14:30)

Além disso, retiraram da galeria de ex-presidentes, na entrada da autarquia, fotografias que são patrimônio da instituição, inclusive do ex-presidente que esteve no cargo de 2019 a 2024. Mandaram confeccionar novas imagens com artistas renomados, mas colocaram fotos pequenas e em preto e branco no hall de entrada para o plenário, junto à copa e aos banheiros. Isso gerou questionamentos de um grupo de Corretores que esteve presente na solenidade de juramento (entrega de carteiras profissionais aos novos corretores) em 13 de março de 2025, data em que escrevo este texto.

A inveja é perigosa porque pode causar sofrimento, destruir relacionamentos e prejudicar a saúde. Quando a ambição ultrapassa um nível saudável, a ganância se manifesta, criando um ambiente tóxico onde a arrogância e o egocentrismo prevalecem sobre a colaboração e o respeito mútuo. A ausência de limites éticos e morais pode gerar consequências significativas.

Geraldo Francisco do Nascimento, presidente do SINDIMÓVEIS-DF (2025-2027).

Sindimóveis-DF a voz do Corretor de Imóveis do Distrito Federal. Siga nas mídias sociais @sindimoveisdf


 

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

As mulheres vendem mais que os homens?*

 As mulheres vendem mais que os homens?*

O ano de 2024 foi intenso para mim na produção de conteúdo. Participei de podcasts em estúdio, “lives”(transmissões ao vivo), gravação de breves conversas para as mídias sociais com diversificados  profissionais, palestras presenciais e congressos, produção de vídeos com curiosidades de Brasília e prestigiando colegas em lançamentos diversos na Capital Federal. Visitei diversos bairros entre eles: Noroeste, Águas Claras, Lago Sul, Taguatinga, Vicente Pires e Park Sul. Escrevi em maio 2024, sugestões sobre atuação dos CRECIs nas crises estaduais como a que acometeu o Rio Grande do Sul.

Fechando o ano de 2024, conclusões sobre esta diversificada jornada no mercado imobiliário e a visível, forte e crescente presença feminina. Em julho 2024, organizei um podcast com o provocativo título: “As mulheres vendem mais que os homens?[1]”, quando três renomadas corretoras de imóveis compartilharam sua trajetória profissional. Na preparação para o debate me deparai com estatísticas e estudos bastante interessantes.

No Brasil, a participação da mulher no mercado imobiliário começou a ser mensurada em 1995. Naquele ano, elas representavam 8,3% da categoria. Em 2022, essa participação foi estimada em 34% pelo COFECI-  Conselho Federal de Corretores de Imóveis. Porém, segundo o INSTITUTO MULHERES DO IMOBILIARIO[2] de 2003 a 2013 o número de mulheres no mercado imobiliário cresceu 144%. E em 2020 elas já correspondiam a 49% do setor.  Por outro lado, enquanto na corretagem de imóveis a participação é equilibrada, em algumas profissões afins elas são maioria. Em 2020, as arquitetas correspondiam a 61% e as designers de interiores a 59% dos profissionais enquanto que na engenharia civil, apenas 23% eram mulheres.

 



Nos mandatos de três anos(2022-2024) dos CRECIs estaduais que se findam, destacaram-se Neia Norberto presidente do CRECI-TO e Marlene Assunção presidente do CRECI-PA com as primeiras mulheres a ocuparem os cargos.  Há incentivo por parte do COFECI de formação de comissões femininas, eventos específicos para este público e comissões estaduais de destaque nacional como no CRECI-GO e sua diretora Beatriz Gomes.

Difícil abstrair, e ir num passado nem tão distante no Brasil e pensar que o Direito ao voto e de dirigir veículos automotores foram conquistados apenas em 1932 pelas mulheres;  adotado em 1850, o Código Comercial, que regulamentava as atividades comerciais, determinava, em seu artigo 37, que mulheres não podiam exercer atividades mercantis, limitação que perdurou até 1958[3].

 Em termos culturais, tecnológicos, políticos e mercadológicos, nós brasileiros sempre temos como referência os Estados Unidos. Muitas tendências que lá acontecem, chegam aqui meses ou anos mais tarde. Em 05 de novembro 2024, os estadunidenses decidiram pela volta de Donald Trump ao poder. Diga-se de passagem, empresário que fez fortuna no segmento imobiliário. Há grande otimismo no segmento de “real estate” local. Trazemos este ponto, pois segundo a NAR (National Association of Realtors), mais importante organização de corretores nos Estados Unidos, e a maior do mundo em número de profissionais imobiliários inscritos (2023), impressionantes 62% dos profissionais atuando naquele mercado são mulheres[4].  Profissão sabidamente bastante competitiva e agressiva. Em contraste, a NAR destaca que em sua fundação em 1908, 100% dos membros eram homens. Quanta mudança! Talvez dai a inspiração para mega popstar Beyonce e seu hit: “Run the World (Girls)”, em tradução livre o refrão : “Quem comanda o mundo? garotas!”

 Há inúmeros estudos que compilei, que posso disponibilizar, com diferentes perspectivas: crescente presença feminina na sóbria e tradicional área da construção civil; número expressivo de mulheres matriculadas em faculdades de engenharia e  também ocupando cargos de direção em imobiliárias e construtoras. Destaco números  que saltam aos olhos: “44% das mulheres do mercado imobiliário compõem mais de 50% da renda total familiar com seu salário”, segundo a DATASTORE[5]. Porém, também destaca índices preocupantes de assédio sexual, assédio moral, bullying e machismo que devem ser tratados. O DATAZAP[6] em 2022, mostra o alto grau acadêmico das corretoras mulheres(70% tem curso superior), que dividem suas tarefas profissionais com vidas familiares atribuladas(77% tem filhos).   

Na execução das atividades fins da corretagem imobiliária, penso que maior empatia, melhor atenção a detalhes, cores e materiais e capacidade de concentração, são características que posicionam as mulheres em patamar superior aos seus colegas homens. Atletas homens ganham muito mais que as atletas mulheres. Modelos femininas tem remuneração muito superior a seus colegas do sexo oposto. Porém,  vale dizer que em termos de comissionamento e remuneração não noto na prática nenhuma diferenciação ou preconceito na  profissão de corretor de imóveis. A atividade é democrática, justa e equânime para ambos os sexos.



[1] disponível no canal do youtube.com/marcelosicoli   

[3] O CORRETOR DE IMOVEIS NO BRASIL. 60 ANOS DE REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL.  COFECI 2022.




* Marcelo Sicoli, conselheiro do CRECI-DF, bacharel em relações internacionais pela UnB, gestor predial com diversos prêmios no Brasil e exterior (incluindo Londres e Chicago). Corretor de imóveis no DF e em Goiás. Tem o título CIPS – 
Certified International Property Specialist (Especialista em Negócios Internacionais) e filiado a NAR (National Association of Realtors – EUA)             
 
E-mail: marcelosicoli@hotmail.com 
 
Instagram: @marcelosicoli                                                                youtube.com/marcelosicoli  

           


Podcast feito em 29/07/2024 (segunda-feira)


Corte do Podcast feito em 29/07/2024 (segunda-feira)



sábado, 9 de novembro de 2024

#live Novo mandato de Trump e o mercado imobiliário dos EUA

    live Novo mandato de Trump e o mercado imobiliário dos EUA

#live #instagram #trump #realtor #realtorlife #housing #house #florida #miami #brasileiro #eua #usa #imovel @realdonaldtrump @donaldjtrumpjr @teamtrump @trump





VIVA O MERCADO – Neste sexto episódio, o corretor de imóveis em Brasília, Marcelo Sicoli, entrevistará a experiente corretora de imóveis na Flórida Thaisa Salopek. Debaterão o impacto da recente eleição de Donald Trump e seu reflexo no mercado imobiliário estadunidense. Transmitido ao vivo em 11/11/2024 (segunda-feira) às




19:11. Assista pelo INSTAGRAM em




https://www.instagram.com/thaisa_salopek 








* Marcelo Sicoli, conselheiro do CRECI-DF, bacharel em relações internacionais pela UnB, gestor predial com diversos prêmios no Brasil e exterior (Londres e Chicago). Corretor de imóveis no DF e em Goiás. Tem o título CIPS – 
Certified International Property Specialist (Especialista em Negócios Internacionais) e filiado a NAR (National Association of Realtors – EUA)                            E-mail: marcelosicoli@hotmail.com  Instagram: @marcelosicoli                                                                youtube.com/marcelosicoli